Como conseguir crédito pessoal

Como conseguir crédito pessoal

O que é o crédito pessoal exatamente?

Muitas pessoas, em vários momentos de suas vidas, acabam pensando em recorrer ao crédito pessoal oferecido por bancos públicos, privados, financeiras e até lojas. Especialmente em momentos de crise financeira pessoal e recessão nacional, essa procura pode aumentar muito. Mas como você pode conseguir crédito pessoal?

Antes de mais nada é importante lembrar que o crédito pessoal não é nada mais que um empréstimo. Algumas instituições trocam o nome inclusive para ficar mais atrativo. Se a palavra “empréstimo” te soa ruim, pense duas vezes antes de solicitar o crédito pessoal.

A diferença entre o crédito pessoal e os outros empréstimos é que o primeiro costuma ser mais rápido, para valores reduzidos de dinheiro, e com menos burocracia – especialmente para clientes correntistas. O crédito pessoal foca pessoas comuns que precisem de dinheiro rápido. Os demais tipos de empréstimo e financiamentos são mais específicos, com valores mais altos e costumam requerer bem mais burocracia, com maior chance de não aprovação.

Como e onde conseguir crédito pessoal?

É ideal que você pesquise bem e veja os bancos que oferecem as melhores taxas de juros e prazos de pagamento. A ordem de melhores taxas é: bancos públicos, bancos privados, bancos médios e financeiras e lojas. Nunca se esqueça de levar os juros em conta e calculá-los, pois, eles vão influir – e muito – no valor de suas parcelas.

Vale lembrar também que, normalmente, quanto maior for o prazo oferecido para pagar, maiores os juros costumam ser. Coloque os dois na balança quando for fazer suas escolhas.

Os bancos públicos exigem que você tenha conta em uma de suas agências, e sua aprovação é feita de acordo com a movimentação da sua conta. Outros bancos não exigem que você seja correntista, e isso pode significar taxas de juros mais altas.

Para crédito em bancos onde tenha conta, é feita uma análise da movimentação da conta, da quantidade de dinheiro que entra todo mês, e quais contas você sempre fica em dia. Pode ser também que uma análise mais aprofundada seja feita e você precise ir à sua agência para conversar pessoalmente com o gerente. Os pagamentos são feitos de forma automática, debitados de sua conta corrente.

Em outros bancos e instituições, você geralmente precisa apresentar seu CPF e comprovante de renda dos últimos três meses. Pode ser que sejam pedidos outros documentos, como escritura de imóveis ou declaração de imposto de renda. As parcelas podem ser cobradas em forma de carnê ou boleto.

Se não conseguir aprovação em nenhum banco e/ou se estiver no negativo, você ainda pode recorrer a lojas, como Pernambucanas, Colombo e Marisa. Elas não requerem nenhuma análise de renda, então o empréstimo é garantido. Mas fique atento, as taxas de juros são as mais altas, podendo chegar a cinco vezes mais que as de bancos públicos.

Algumas dicas para se preparar

Conseguir crédito pessoal pode parecer a única salvação em muitos momentos. Pode, ao mesmo tempo, ser uma maneira de aprofundar suas dívidas. É essencial que você se prepare e planeje bem antes de contrair esse tipo de empréstimo. Uma boa dica é usar os simuladores de crédito pessoal que existem pela internet.

Com eles você consegue simular o empréstimo que tem em mente: o valor desejado, a quantidade de parcelas, data de vencimento da primeira parcela, impostos cobrados etc. Use e abuse dessas ferramentas: faça todos os cenários possíveis para avaliar qual valeria mais a pena para você.

Antes de pedir o crédito, seja pré-aprovado em seu banco ou para análise em uma financeira, faça um planejamento para os próximos meses, especialmente se for pagar em várias parcelas. Planeje-se para conseguir guardar um pouco de dinheiro todo mês, reservado para o pagamento do crédito.

É também excelente se você conseguir guardar um pouco a mais de dinheiro mensalmente. Assim, em casos de emergências, você não corre o risco de atrasar ou deixar de pagar uma parcela. Os juros cobrados já são caros; com a soma de multas e juros adicionais cobrados para atrasos no pagamento, o preço que você vai pagar será exorbitante! Endividar-se com o pagamento do crédito pessoal pode dar início a um ciclo de endividamento maior – e isso pode virar uma perigosa bola de neve.

Nunca é demais pedir cuidado com ofertas imperdíveis de outras empresas – especialmente as que oferecem pelo telefone, te ligando, ou pela internet. Sempre desconfie de ofertas muito boas. E também sempre verifique a confiabilidade e a legitimidade de empresas desconhecidas. Resista à tentação de resolver tudo rápido e verifique tudo muito bem. Pesquise na internet, veja sites como “Reclame Aqui” e veja se pessoas já sofreram golpes ou tiveram problemas.

Por fim, pense uma última vez se vale a pena pegar esse empréstimo. Às vezes vale mais a pena optar por pedir dinheiro emprestado para conhecidos e familiares. Afinal, mesmo que você combine de pagá-los de volta com juros, o valor total nunca chegará a 200% – como costuma acontecer com crédito pessoal.

Microcrédito: o crédito empresarial para microempreendedores

Se você é um microempreendedor, tanto formal quanto informal, deve muitas vezes pensar em contrair um empréstimo para ganhar dinheiro. Seja para conseguir começar de fato o seu negócio, dar um salto e diversificar ou ampliar negócios que vão indo bem, ou simplesmente para ter capital de giro.

É possível que tenha pesquisado um pouco sobre crédito e desistido pelas taxas altíssimas cobradas pelos bancos. Se isso aconteceu, você provavelmente viu outras modalidades de crédito e empréstimos, como o crédito pessoal.

Qual a diferença entre microcrédito e crédito pessoal?

Para começar, o crédito pessoal é uma forma de empréstimo. Já o microcrédito é um financiamento. A diferença entre empréstimo e financiamento é simples: o empréstimo é uma quantia cedida para ser usada para o que bem for; o financiamento tem o seu valor para uso definido, controlado e fixado.

Outra diferença grande entre as duas modalidades é que, enquanto o crédito pessoal é feito apenas para pessoas físicas, o microcrédito tem foco somente em empreendedores – mesmo que eles não tenham CNPJ.

E a principal diferença? As taxas de juros. Enquanto o crédito pessoal cobra alto, o microcrédito cobra as menores taxas que existem, por ordem do governo. Isso se dá, pois, o programa do microcrédito não visa o lucro, e sim a alavancagem socioeconômica. Então, o microcrédito funciona para ajudar as pessoas de classe mais baixa a tocar seu negócio individual e fazê-lo prosperar.

É fácil conseguir o microcrédito?

Ele é relativamente fácil, sim. É caracterizado por ter uma rápida liberação do dinheiro assim que o financiamento for aprovado e por quase não haver burocracia. Não é necessário comprovações de renda ou garantias convencionais. Também não é preciso o processo de análise comum em outras formas de crédito e empréstimos.

Mas também não é só pedir e esperar receber. Como é um financiamento, haverá um outro tipo de análise. É na realidade uma avaliação, muitas vezes junto de uma orientação.

De documentos necessários, você precisa apenas de RG, CPF e comprovante de residência.

Como é a avaliação?

Você receberá uma visita de um ou mais agentes de crédito no seu local de trabalho. Se você for um empreendedor informal que trabalha em casa – por exemplo, produzindo bolos e doces em sua cozinha -, não tem problema. A visita é feita na sua casa mesmo.

Essa visita serve para avaliar sua situação socioeconômica e o estado do seu negócio. É onde eles também têm a certeza de que empreendedores informais realmente têm um empreendimento (com um mínimo de 6 meses). Eles avaliam sua gestão, como você controla os gastos, como administra seu dinheiro e também do que seu negócio precisa – e de quanto de dinheiro ele está precisando.

É aí que entra a orientação. Pode ser que esses agentes te deem instruções de como melhorar, de como melhor gerir seu negócio ou mesmo como prosseguir com ampliações. Eles avaliam a real necessidade do financiamento e também fazem avaliação dos valores.

Não precisa de garantias?

Precisa, sim. Como não é necessário nem estar com o nome limpo para conseguir o microcrédito, o banco precisa de alguma garantia. Isso pode ser feito por meio de um fiador ou por um imóvel ou outro bem (alienação fiduciária).

Outra forma de garantia, bastante popular, é a garantia solidária. A garantia solidária é um grupo formado por pessoas que participem do programa e que contratem o financiamento no mesmo momento. Devem da mesma comunidade ou morarem perto. É necessário um mínimo de três empreendedores, e eles ficam responsáveis uns pelos outros – ou seja, eles assumem a dívida daquele que não conseguir manter seu pagamento em dia.

Quais são as características do microcrédito?

  • O microcrédito pode ser conseguido por pessoas com renda abaixo de R$3 mil mensais, e para microempresas cujo rendimento bruto anual máximo seja de R$120 mil.

  • Os valores também são únicos. O valor mínimo de empréstimo varia por banco, sendo entre R$100 e R$300. O valor máximo gira em torno dos R$15 mil.

  • Os juros são realmente baixos. Cada banco varia, mas a taxa de juros cobrados, por lei, não pode ultrapassar 4% ao mês. No caso do Banco do Brasil, os juros são de apenas 0,4% ao mês! Já na Caixa é 0,64%. Ainda está em dúvida se essas taxas são realmente baixas? Tenha uma ideia: as taxas de juros cobradas para o crédito pessoal têm uma média de 5% ao mês (variando de banco para banco). Ou seja, os juros do microcrédito chegam a ser 10 vezes mais baixos que os do crédito pessoal.

  • Para alguns bancos é necessário ser correntista – às vezes por um mínimo de tempo. Em outros, como no Banco do Brasil, não é preciso ser cliente.

  • O dinheiro é liberado em alguns dias após aprovação.
  • O banco cobra uma taxa de 1 a 2% sobre o valor emprestado.

O microcrédito vale a pena?

Dependendo da sua situação, sim, ele vale muito a pena. Façamos uma breve simulação de microcrédito na Caixa, tomando como valor total de empréstimo de R$1.000 a ser pago em três parcelas. Cada parcela fica em R$353,19, somando R$1059,57. Você pagará menos de R$60 de juros. Não é um valor difícil de conseguir com o seu negócio, e os frutos que você pode colher com os R$1.000 são muitos.

É importante que você faça um bom planejamento de como usar esse dinheiro de forma que realmente faça seu negócio crescer. Peça a ajuda de alguém mais experiente, se precisar. Ter o que você precisa bem organizado no papel pode ajudar muito quando o agente de crédito fizer sua visita.